No artigo anterior comentamos a respeito do sucateamento da qualidade nos processos da engenharia na construção civil. Nesta semana estamos ressaltando a dificuldade de se conseguir alcançar o ponto de equilíbrio entre a redução de custo e as necessidades da empresa para continuar com o mínimo das suas atividades em execução.

Esta etapa está sendo mais a difícil e se fizermos similaridade com um carro que precisa de quatro rodas para trafegar veremos que as empresas não conseguirão andar com apenas “três de suas rodas”.

Saber quais peças poderão ser retiradas do carro, uma vez que já se retirou quase tudo que era possível, e ainda assim conseguir mantê-lo em condições de uso, é o grande desafio deste momento.

Voltando aos nossos negócios: saber quais pessoas podemos retirar da organização e mesmo com essas exclusões continuar mantendo a empresa em funcionamento, sem muitos prejuízos na prestação dos serviços e na  qualidade interna, está sendo o trabalho  diuturnamente exercitado pelos gestores e diretores. Define-se, assim, o grande diferencial na redução dos custos administrativos que as empresas estão vivenciando na atualidade.

Esta é uma tarefa que está testando  a capacidade gerencial dos empresários  e dirigentes, colocando em evidência o diferencial estratégico das empresas como um todo.
 
Para obter resultados positivos nesta situação deve-se identificar e observar que diferentes competências da equipe serão fundamentais para conseguir manter a empresa girando com o mínimo de recursos humanos. Deve-se, ainda, buscar o alinhamento entre a cultura e visão da empresa com a equipe que está permanecendo, fortalecendo os vínculos de empenho, envolvimento e comprometimento para favorecer o alcance resultados positivos.

Entretanto, não podemos deixar de registrar que o trabalho de análise e estratégia não está sendo realizado em grande parte das empresas. Vários dirigentes estão simplesmente eliminando custos e excluindo departamentos inteiros apenas para atingir objetivos imediatos sem analisar a continuidade mínima de setores e/ou serviços. Muitos desses serviços, inclusive, estão sendo suprimidos sem considerar que  a futura retomada de processos e procedimentos custará mais caro que se fossem estrategicamente analisados e reestruturados, buscando uma manutenção mínima agora, visando ao crescimento diante de um cenário de recuperação.

Conseguir alcançar o ponto de equilíbrio na adequação de pessoas nas organizações será, com certeza, o grande desafio para atravessar este período de turbulência.

Ressalto a importância da reflexão estratégica frente a este relato.

Paulo Roberto

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