Análise da construção civil: como sobreviver, reestruturar e reinventar

Há pouco mais de cinco anos as empresas exploravam tendências de mercado e contratavam consultores no intuito de aprimorarem o desempenho das equipes, capacitando, treinando e buscando melhorias para diversas áreas corporativas das organizações. Na contramão disso, nos últimos dois anos todos esses esforços vêm sendo deixados de lado em prol da sobrevivência das empresas, uma vez que cortar investimentos voltados às melhorias administrativas está sendo a primeira medida adotada diante da paralisia e do cenário econômico em que fomos lançados. 


Empresas já quebraram, muitas estão agonizando em processos de recuperação judicial e há outras sofrendo com pouco oxigênio, respirando muito devagar para poupar os recursos. Inverteu-se completamente o cenário e para ser bem direto os próximos meses ditarão a sobrevivência de várias companhias no mercado, sendo que a maior parte das empresas ligadas à construção civil não escapa da obrigação refazer as estratégias de gestão de custos operacionais e administrativos. Estamos vivenciando uma época sem precedentes na administração das empresas brasileiras. 


Para vencer 2017, as empresas deverão reduzir drasticamente seus custos, mesmo aquelas que ainda desfrutam de obra pela metade de execução. E não achem que a simplicidade vá fazer parte deste trabalho. É fácil entender a necessidade de se gastar menos do que se recebe.  Conta simples. O problema será para as empresas que já trabalharam na redução de seus custos durante o ano, estando agora no limite de equilíbrio entre a equipe remanescente e as pessoas que ainda precisarão ser demitidas. A gestão esbarra na decisão de se ter uma empresa com menos recursos administrativos e procedimentos que levaram anos para serem implantados e absorvidos como cultura organizacional.  Isso significa muito menos competição técnica num mercado que sinaliza uma grande guerra de preços entre os que querem sobreviver. 


Não se limitando a somente esta decisão, os gestores também esbarram com pessoas que sempre foram comprometidas com a empresa e que estabeleceram um relacionamento fiel para com seu trabalho, doando, de alguma forma, seu empenho para o desenvolvimento da empresa. Como virar as costas diante desses cenários? Como resolver esta equação se a empresa sinaliza a vontade de continuar? Como decidir?
Uma vez que estas decisões se fazem imperativas os gestores que demorarem a toma-las amargarão, além das perdas de pessoas, a perda da empresa. 


Nos anos seguintes a competição entre empresas de pequeno porte será muito acirrada, pois haverá redução significativa das grandes empresas de construção, incorporadoras e empreiteiras. Com a redução do quadro de funcionários altamente técnicos (sendo esses funcionários capazes de empreender seus próprios negócios), haverá muito mais empresas de pequeno porte operando no mercado. Há mais ou menos uns dois anos eu escrevi um artigo sobre esta segregação no setor. 

Para sobreviverem, as empresas de construção precisarão realizar uma gestão enxuta, trabalhando para otimizar custos e recursos em busca do sucesso. Que haja planejamento para orientar a visão de futuro das empresas, pois o sucesso poderá ficar um pouquinho mais distante diante de um mercado acirrado e cheio de bons profissionais disputando um lugar ao sol.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fale

Conosco

Saiba como informações podem gerar mais agilidade e economia, contribuindo com o sucesso do seu empreendimento.